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Notícias e Eventos

Como vamos gerenciar conteúdo nocivo sobre vacinas no YouTube

  • De Dr. Garth Graham
  • Director and Global Head of Healthcare and Public Health Partnerships, YouTube
  • 29.Set.2021
Como vamos ampliar nossas políticas sobre desinformação médica no YouTube, com novas diretrizes sobre conteúdo relacionado às vacinas aplicadas atualmente.

Durante a criação de políticas sobre desinformação médica, é necessário pensar nas vantagens, desvantagens e desafios. A compreensão científica evolui à medida que novas pesquisas surgem, e experiências pessoais cumprem com frequência um papel importante em discursos online. Mesmo com as orientações consistentes das autoridades de saúde sobre a eficiência das vacinas, elas ainda têm gerado vários debates ao longo dos anos. Hoje ampliamos nossas políticas sobre desinformação médica no YouTube, com novas diretrizes sobre conteúdo relacionado às vacinas aplicadas atualmente, com aprovação de segurança e eficácia emitidas pelas autoridades locais de saúde e a OMS.


Desde outubro de 2020, removemos mais de 130 mil vídeos por violações das nossas políticas sobre a vacina da COVID-19.”

Nossas diretrizes da comunidade já proíbem determinados tipos de desinformações médicas. Já faz algum tempo que removemos conteúdo que promove remédios nocivos, como vídeos afirmando que tomar terebintina pode curar doenças.

Devido à pandemia da COVID-19, criamos essas políticas e trabalhamos com médicos experientes para desenvolver 10 novas políticas relacionadas a desinformação sobre o coronavírus. Desde outubro de 2020, removemos mais de 130 mil vídeos por violações das nossas políticas sobre a vacina da COVID-19. Também recomendamos conteúdo com informações de alta qualidade para pessoas que pesquisam algo relacionado ao coronavírus. Além disso, lançamos painéis com informações traduzidas sobre a vacina que foram vistos bilhões de vezes.

Durante esse trabalho, aprendemos lições importantes sobre como criar e reforçar em escala nossas políticas sobre desinformação médica com várias nuances. Ao trabalhar com autoridades de saúde, tentamos equilibrar o nosso compromisso em manter uma plataforma aberta com a necessidade de remover conteúdo extremamente nocivo. Temos visto constantes alegações falsas sobre as vacinas contra o coronavírus, que acabam gerando muita desinformação sobre imunizantes em geral. Além disso, estamos em um ponto em que é mais importante do que nunca expandir o trabalho que começamos com a COVID-19 para outras vacinas. 

 

Em especial, removemos vídeos com alegações falsas de que vacinas aprovadas são perigosas, causam danos crônicos à saúde e não reduzem as chances de transmitir/contrair doenças ou conteúdo com desinformação sobre as substâncias contidas nesses imunizantes. Isso inclui conteúdo com informações falsas, que dizem que vacinas aprovadas causam autismo, câncer ou infertilidade ou que substâncias presentes nas vacinas podem rastrear quem as tomou. Além das imunizações específicas de rotina (como as de sarampo e hepatite B), nossas políticas também se aplicam a declarações gerais sobre vacinas.


As novas orientações sobre os efeitos colaterais da vacina contêm informações de recursos públicos sobre as vacinas, fornecidas por autoridades de saúde com respaldo médico.”

Assim como fizemos na criação das diretrizes da COVID-19, conversamos com organizações e especialistas da área da saúde de outros países para desenvolver essas políticas. Por exemplo, as novas orientações sobre os efeitos colaterais da vacina contêm informações de recursos públicos sobre as vacinas, fornecidas por autoridades de saúde com respaldo médico. Essas mudanças na política entrarão em vigor hoje e, assim como qualquer atualização em larga escala, levará um tempo até que nossos sistemas terminem de aplicar em toda a plataforma, incluindo vídeos antigos.

Há exceções importantes às novas diretrizes. Devido a importância de discussões e debates públicos para o progresso científico, continuaremos permitindo conteúdo sobre políticas relacionadas às vacinas, novos testes de vacinas e históricos de sucesso ou falha dos imunizantes no YouTube. Também permitiremos depoimentos pessoais sobre as vacinas, desde que o vídeo não viole as diretrizes da comunidade ou que o canal não apresente um padrão de conteúdo que promove desinformação sobre vacinas. 


Tudo isso complementa nosso trabalho constante para aumentar a quantidade de informações confiáveis sobre saúde na plataforma, além de conectar pessoas a conteúdo e canais de conteúdo confiável sobre o assunto. Para dar continuidade a esses esforços, o YouTube Health fez uma parceria com a Academia Americana de Pediatria e o Hospital Infantil da Filadélfia, em específico o mundialmente conhecido Centro de Educação sobre Vacinas. Com pesquisas e recomendações, conectaremos os espectadores a vídeos com informações baseadas em evidências criados por essas organizações. Esse conteúdo ajudará a tirar algumas das dúvidas mais comuns sobre imunizantes e também permitirá que as pessoas tomem decisões informadas.

 

A atualização das políticas de hoje é um passo importante para lidar com a desinformação sobre vacinas e saúde na plataforma. Além disso, continuaremos investindo em políticas e produtos que oferecem informações de alta qualidade para nossos espectadores e toda a comunidade do YouTube.