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A cultura mainstream realmente desapareceu?

Nova pesquisa do YouTube e da NRG explora como criadores, memes e o lore digital furam a bolha e conquistam públicos cada vez maiores.


O que define a cultura mainstream em uma era em que o feed de cada pessoa é totalmente diferente? De acordo com o mais recente Relatório de Cultura e Tendências do YouTube, Em Busca do Mainstream, nosso cenário cultural está mais fragmentado do que nunca, mas o mainstream não desapareceu — seu significado apenas mudou.

Para entender melhor o mainstream atual, a equipe de Cultura e Tendências do YouTube fez uma parceria com a NRG para analisar temas recorrentes em pesquisas recentes, acompanhar tendências de entretenimento, mídia e vídeo ao redor do mundo e realizar pesquisas com milhares de pessoas sobre seus interesses e atitudes em relação à cultura. Os entrevistados são usuários ativos na internet, com idades entre 14 e 44 anos. A seguir, destacamos as principais conclusões do relatório e o que elas revelam sobre o futuro da nossa cultura compartilhada.

Em busca do mainstream

Explore o cenário cultural em transformação no relatório completo

A cultura mainstream realmente desapareceu?

De jeito nenhum, mas o seu significado mudou. Hoje, o público tem acesso a mais conteúdos, comunidades e criadores do que em qualquer outro momento da história. O resultado é uma cultura mais personalizada e menos sincronizada.

Ainda assim, momentos compartilhados continuam furando a bolha. 64% das jovens que estão on-line concordam que gostar das mesmas coisas que outras pessoas faz com que elas se sintam parte de algo maior. A diferença é que, cada vez mais, a cultura começa online, ganhando força dentro de comunidades digitais antes de alcançar públicos mais amplos.

A Venn diagram titled "There's More Than One Way to Matter" illustrates how visibility, comprehension, and participation overlap to define modern culture. Overlapping sections categorize culture into "Known" (visibility and comprehension), "Popular" (visibility and participation), "Niche" (comprehension and participation), and "Mainstream" at the center of all three.

Como medimos o que é "mainstream" hoje?

Tornou-se cada vez mais difícil entender quando algo realmente "furou a bolha", já que os indicadores tradicionais perderam relevância em nossa cultura mediada pelo digital. Com base em nossa pesquisa, identificamos três sinais que moldam a versão moderna do mainstream e nos ajudam a medir o impacto cultural dos fenômenos:

Visibilidade: Mede a exposição e o reconhecimento repetidos em diferentes plataformas e conversas. No auge, um assunto se torna tão onipresente que parece impossível de ignorar.

Compreensão: Mede o entendimento compartilhado entre públicos diversos. Em seu ponto mais alto, o tema quase não precisa de explicação, tornando-se uma referência cultural direta — uma característica essencial que separa o mainstream do que é apenas popular.

Participação: Mede o fôlego cultural gerado pelo engajamento ativo com um tema. Ao atingir o ápice, reflete comportamentos participativos generalizados — como comentar, compartilhar, criar, remixar e comprar.

69%

assistiram a conteúdo de uma comunidade que considerariam de nicho

Criadores digitais e memes estão realmente no mesmo nível das celebridades tradicionais?

Quando os entrevistados foram questionados sobre o que muitas pessoas parecem curtir hoje em dia, entidades digitais como criadores de conteúdo do YouTube (90%) e memes (94%) eram tão conhecidas quanto celebridades de Hollywood (85%) e o Super Bowl (64%).

76% das pessoas assistiram a vídeos que explicam histórias dentro de um fandom ou comunidade específica, enquanto 69% das pessoas assistiram a conteúdo de uma comunidade que consideraram de nicho. Isso sinaliza que o público está explorando ativamente e ajudando a moldar o que será relevante a seguir, e que a dieta cultural de uma pessoa comum hoje pode ser composta por mais ideias de nicho do que mainstream.

Como uma história da internet se transforma em um sucesso de bilheteria em Hollywood?

O YouTube criou novas portas de entrada para a cultura. Um ótimo exemplo é "The Backrooms", que começou com uma única foto sinistra antes que comunidades de fãs expandissem o conceito por meio de fanarts, teorias, histórias e fóruns.

O diretor Kane Parsons (@KanePixels) adaptou esse universo em uma websérie no YouTube em formato found footage (filmagem encontrada), cujo primeiro curta alcançou mais de 90 milhões de visualizações. Esse impulso digital culminou em uma adaptação para o cinema pela A24, que estreou arrecadando US$ 118 milhões globalmente, batendo o recorde do estúdio e tornando Parsons o diretor mais jovem da história a liderar a bilheteria mundial. O que antes era um conceito de nicho virou um fenômeno mainstream, impulsionado diretamente pelos fãs.

82%

concordam que o YouTube é o melhor lugar para se aprofundar nos próprios interesses.

Por que os fãs mais jovens se importam tanto quando seus criadores favoritos fazem sucesso?

Para a Geração X, "se vender ao sistema" era a pior coisa que um artista podia fazer. Os millennials também herdaram parte dessa mentalidade, na qual descobrir algo antes de todo mundo e ter gostos de nicho eram formas de capital cultural. Hoje, o público mais jovem enxerga o sucesso de maneira diferente, 60% dizem que se sentem orgulhosos do sucesso de uma pessoa ou coisa que apoiam porque acreditam que tiveram um papel nisso.

Como o público participa ativamente criando, compartilhando e amplificando o que ama, os sucessos culturais parecem cada vez mais conquistas coletivas.

Qual é o papel do YouTube na validação cultural?

Em uma era de conteúdo ilimitado, a visibilidade está em todo lugar, mas a compreensão é rara. O público recorre ao YouTube não apenas para descobrir o que existe, mas para entender por que aquilo importa:

  • 77% das pessoas de 14 a 44 anos concordam que algo parece mais real ou legítimo quando aparece no YouTube.
  • 82% concordam que o YouTube é o melhor lugar para se aprofundar nos próprios interesses.
  • 84% concordam que continuam interessadas em coisas muito depois de descobrirem por causa do YouTube.

Leia o relatório completo en yt.be/em-busca-do-mainstream para explorar gráficos interativos, recortes demográficos e estudos de caso sobre games, animes, podcasts e esportes.

Fonte: NRG, Pesquisa de tendências do YouTube, BR, abril de 2026, N=800 pessoas on-line de 14 a 44 anos.